Comissão de Caça do Novo México vai corrigir regra de “Águas Não Navegáveis”

25 de novembro de 2019
Imagem para a Comissão de Caça do Novo México para corrigir a regra de “Águas Não Navegáveis”

Na última quinta-feira, 21 de novembro, a Comissão de Caça e Pesca do Novo México votou por 6 a 1 para divulgar um parecer do Gabinete do Procurador-Geral do Novo México, datado de setembro, que – em consonância com o parecer de três procuradores-gerais anteriores – afirmava que a norma da Comissão não pode impedir o público de praticar atividades recreativas em rios e córregos que atravessam propriedades privadas. Além disso, o Procurador-Geral divulgou um comunicado à imprensa “orientando a comissão a fortalecer o processo para proteger os direitos de propriedade privada e minimizar a invasão de propriedade, respeitando, ao mesmo tempo, os direitos de acesso e as atividades ao ar livre dos entusiastas de esportes”.

A regra foi promulgada pela Comissão de Caça da administração anterior em 2017. Ela seguiu a aprovação de uma legislação de 2015 que supostamente permite que proprietários de terras sinalizem córregos e leitos de rios como “não navegáveis”, proibindo a entrada de pessoas que invadem a propriedade. Uma decisão definitiva da Suprema Corte do Novo México em 1945... Comissão Estadual de Caça contra Vale do Rio Vermelho que conferia ao público o direito superior de usar as águas que fluem em cursos d'água naturais, independentemente de atravessarem terras públicas ou privadas. Nossos membros e clubes afiliados registraram inúmeros casos em que isso resultou na instalação de arame farpado e navalhas ao longo dos rios, além de outros obstáculos perigosos em seus leitos. A norma de 2017 permite que esses proprietários de terras solicitem uma certificação de "não navegável" junto à Comissão de Caça e Pesca e impeçam a entrada de pessoas não autorizadas em seus leitos de rios. Até o momento, cinco pedidos de certificação foram protocolados e dois estão pendentes.

Em julho, a American Whitewater enviou uma carta à Comissão implorando que revogassem a regra e protegessem o acesso dos habitantes do Novo México às suas vias navegáveis. Desde então, coletamos mais de 500 cartas de membros e clubes afiliados com o mesmo pedido à Comissão. Essas vozes foram ouvidas e a Comissão, sob a direção do Procurador-Geral, revisará e/ou revogará a regra.

Nosso trabalho está apenas começando. 21 de novembrost A reunião da Comissão contou com uma forte presença de defensores do acesso público aos rios, mas também incluiu uma defesa da regra atual feita pelo advogado Marco Gonzalez, falando em nome de uma coalizão de proprietários de terras privadas. Fiquem atentos para atualizações sobre este assunto e para futuros apelos à ação. A Comissão e o governo estadual precisam ouvir de seus eleitores e visitantes que eles valorizam o acesso aos rios e estão dispostos a proteger esse direito.

Para obter mais informações, consulte esta publicação da Federação de Vida Selvagem do Novo México. Além da NMWF, temos trabalhado em estreita colaboração com o Adobe Whitewater Club, a seção do Novo México da American Canoe Association, a New Mexico River Outfitters Association, a Backcountry Hunters and Anglers, a Animas Riverkeeper e a River Reach Foundation.

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